| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Caprimulgiformes |
| Família: | Caprimulgidae |
| Vigors, 1825 | |
| Espécie: | C. minor |
O bacurau-norte-americano é uma ave caprimulgiforme da família Caprimulgidae.
Também conhecido como bacurau-de-bando, o bacurau-norte-americano (Chordeiles minor) é uma espécie migratória que recebeu seu nome popular pelo fato de migrar da América do Norte até a Argentina.
Seu nome científico significa: do (grego) khoreia = dança, dançar com música; e deilë = crepúsculo, fim de tarde, à noite; e do (latim) minor = menor. ⇒ Menor dos dançarinos da noite.
Medem de 22 a 24 cm de comprimento e pesam de 65 a 98 g. Como outros bacuraus, possuem boca e olhos grandes e coloração parda. Assim como as corujas, possuem uma estrutura como um espelho no fundo dos olhos que reflete a luz e aumenta sua habilidade de ver no escuro. As asas são compridas, estreitas e pontudas. Possuem ainda uma larga faixa branca entre a base e a extremidade das asas.
Os machos possuem uma faixa branca na ponta da cauda e uma mancha na garganta da mesma cor.
As fêmeas não possuem a faixa na cauda e tem a mancha da garganta em tom mais amarelado.
Ambos os sexos possuem o peito e a barriga listrados sendo que as partes claras tendem a ser mais brancas no macho e mais amareladas na fêmea.
Possui nove subespécies:
(Clements checklist, 2014).
Alimenta-se basicamente de insetos. Sua boca larga ajuda a capturar insetos em voo e seus grande olhos ajudam a identificar a presa no escuro.
Os machos cortejam as fêmeas fazendo exibições no solo e em voo. Eles começam a voar de 5 a 30 metros do chão e então mergulham abruptamente em direção ao solo voltando rapidamente a dois metros do chão. Esta exibição é acompanhada por um “zunido” provocado pelo fluxo de ar nas penas do macho. O macho então pousa ao lado da fêmea, espalhando e balançando seu rabo de um lado para o outro, exibindo sua mancha branca na garganta e vocalizando.
As fêmeas geralmente põem 2 ovos com 1 a 2 dias de intervalo. Os ovos são brancos manchados de cinza, marrom e preto. A fêmea incuba os ovos, deixando o ninho de manhã para alimentar-se. O período de incubação varia entre 18 e 20 dias. Os filhotes fazem seu primeiro vôo com 18 dias de vida e tornam-se independentes com 25 a 30 dias.
No verão, costuma migrar em grandes bandos da América do Norte até a America do Sul, chegando até Argentina. Viajam durante o dia ou à noite, chocando-se frequentemente contra janelas iluminadas. Consta que pode aparecer em diversos lugares do Brasil, habitando áreas semi-abertas, áreas pouco urbanizadas e até em áreas verdes dentro de cidades, bordas de florestas, cerradões, capoeiras e carrascais. Apresenta hábitos crepusculares e parcialmente diurnos. Bebem água em lagoas e represas em pleno voo. No Sudeste e no Sul podem dormir em grupos grandes sobre telhados. No Estado de São Paulo aparecem em início de outubro e desaparecem em meados de março.
Pode ser encontrado em quase toda a América do Sul nos meses de setembro a fevereiro, principalmente no cerrado brasileiro.
Consulta bibliográfica sobre as subespécies: